quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eu sei que é uma besteira. O problema é que as besteiras juntas, formam um aperreio desses bem grandes. Não, nem é aperreio. É mais uma chateação. Sim, porque quase não fico mais triste. Mas, tenho sentido muita raiva. Muita vontade de fazer você sentir o mesminho pra entender como é ruim. Aí, fico pensando no que poderia fazer e não encontro nada que te aflija. Parece que você é imune a essas pequenices, mas só parece. Ninguém é, na verdade. Ninguém. Bem sei. Mas, enquanto não descubro como, fico ali com a mão gelada e o coração apertado. Não tenho dúvidas sobre o porquê. Sei que você acha que não é nada demais e vai morrer achando que não é nada demais, mas puxa vida. É tão impossível assim se colocar no lugar do Outro? Fazer um esforcinho? Porque eu faço um esforço medonho pra não me importar, mas até agora não tenho conseguido muito. Pelo contrário, fico achando que é muita falta de consideração e falta de consideração das pessoas que mais importam nesse mundo parece infinitamente mais grave. Eu não vou te falar essas coisas, porque não adianta te falar essas coisas. Você só se chateia, eu só me chateio e não muda nada. Mas, precisava desabafar. Embora, isso também não mude nada.

Briza

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Meninas,

ando tão triste... na minha caixa de correios só chegam contas e eu aqui, ansiosa para saber notícias de vocês, para contar da riqueza de cores e de gentes que vi na minha viagem ao cariri cearense. Foi tanto trabalho, tanta magia e canseira que perdi a conta dos dias que estive lá. às vezes digo 15, outras 12, outras a vida inteira.

Escrevam, escrevam, tenho muitas saudades.

Beijos,

Van

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Meninas dos cabelos vermelhos,

eu hoje fui acometida de uma saudade tresloucada de vocês! Corri lá nos sites das companhias aéreas para ver se os preços combinavam com minha conta bancária, mas foi um descompasso só. O jeito foi recorrer aos textos dos blos e às cartas antigas. Por que a gente deixa de se falar por tanto tempo, hein? Isso deveria ser crime!

Do lado de cá a vida precisa ainda entrar nos eichos. É que teve a mudança de emprego e umas milhares de vontades de fazer coisas novas. No meio desse turbilhão, parei de pintar o cabelo e tou deixando crescer. Ele tá estranho, meio alourado, sabe? Da cor dele natural, mas eu acho esquisito que não seja preto e nem laranja como nos últimos tempos. Acho que é um pouco a vontade de encontrar o que há de verdade em mim. Falta perder os 20 kg que eu ganhei ao longo de quatro anos, mas isso é um outro assunto que eu queria falar agora não.

Brizoca, tu não veio mais pra cá, né? Veeeeemmm! Ei, vamos organizar casa em Olinda no carnaval em 2009. Pois é, dá um trabalho danado mas não resistimos. Estamos escolhendo ainda o imóvel e de todo jeito preciso ir aí. Só espero que as passagens aéreas tenham um preço mais convidativo...

Tatit, sonhei que tu tinha os cabelos na cintura! Menina, eram a coisa mais linda do mundo, bem enroladinhos, vermelhos e tu usava um vestido branco com fitas, chega acordei feliz de ter te visto. Já te contei que João tá no orkut? Olhe, eu não mereço, ele tá tão adolescente... procura lá, procura, tu vai chorar de rir com as comunidades dele.

Tenho um convite para vocês duas. No fim do ano terei férias - êêêê - na verdade, 15 dias de recesso. Até lá queremos alugar uma casa, casa mesmo, com quintal e jardim e tals. Mainha e minha irmã devem vir passar as festas, aí não devemos viajar, entããão, querem vir passar Natal comigo? Eu cozinho bem, tou programando ceia e festinha, hein, hein? Pensem com amor e carinho, sei que festa de fim de ano é sempre com a família, mas se vocês quiserem vir, tem o reveillon também. Será que Jana se anima? O Japão é mais longe mas se quiser conhecer as praias do Ceará, a casa é dela também.

Agora preciso correr, estou escrevendo ás escondidas da chefe, é que a saudade apertou e eu acho que falar a vocês é mais importante que terminar um relatório, não acham?

Beijo do tamanho do mundo!

Van

terça-feira, 22 de julho de 2008

Amorzó,

Eu sei que você não vai ler tão já, mas mesmo assim escrevo.

Li a Caros Amigos que chegou em casa semana passada e me emocionei com um texto. E senti muita vontade de ler pra você, vontade de ter aquelas conversas nossas de banheiro, enquanto tomo banho. Coloquei a tv no quarto e a cachorrinha dorme no meu pé toda noite, porque a solidão bate forte com você no interior e Nara na praia. Ontem, assistindo o CQC quase pensei que depois de qualquer piada fosse ouvir sua risada. Mudei a posição dos móveis da sala, não sei se gostei, mas os dias todos me dizem que o que está errado é você não estar no balanço. Hoje no fim da tarde conversei bastante com a Taty em espanhol e me matei de rir quando disse que precisava sair do msn e lavar a louça porque a pia estava muito suja: me voy a fregar los platos, hoy mi pica esta muy sucia. E eu sigo me divertindo e achando que a vida sempre vale muito a pena com essas tonterias todas...

A falta que sinto de você está acalmando, incorporando ao meu corpo. Penso que até outubro, a saudade vai virar um pedaço da minha pele.

Um beijo,
Tatit

terça-feira, 15 de julho de 2008

Minhas meninas,

Desculpem a ausência, é que a vida anda atribulada, eu ando ainda mais atribulada. Com essa greve dos Correios fiquei com preguiça de escrever, sabia que ia demorar a chegar a vocês e fiquei achando que quando as palavras chegassem eu já não seria mais a mesma que as escreveu...

O aniversário foi bom, amigos ao redor, tantos telefonemas, recadinhos, mensagens de celular mas eu estava mesmo em outro lugar. Disseram que agora meu ascendente ia dominar tudo, aí uma amiga fez meu mapa astral e eu fiquei sabendo o que é um canceriano com ascendente sagitário. Acho que não sou eu não ali naquelas linhas com estrelas e planetas. É que ando me achando mais canceriana que nunca, entendem? Eu nunca fui ligada nessa coisa de signos, de horóscopo, mas devo estar entrando no processo de me descobrir de novo. Deve ser bom isso.

Comecei no trabalho novo. Não tive medo de largar o outro, senti até um certo alívio. Pena que as coisas não sairam todas como eu gostaria, as pessoas podem se mostrar muito mesquinhas e, pior, no fundo eu sabia que elas eram assim, só não quis acreditar. A mania de achar que todo mundo é bom. Eu sempre me lasco, mas prefiro assim. Melhor que ficar paranóica e desconfiar de cada sorriso ou gesto bacana que tenham comigo. Deve ser ruim viver assim.

E vocês?

Jana, como é viver nesse país tão lindo? Eu sempre tive vontade de conhecer, acho que iria pirar com as pessoas, as roupas, os rituais. Ia morrer de tirar foto das coisas. Aliás, tou pensando em fazer um curso de fotografia e comprar uma máquina semi-profissional. Olha o perigo que vai ser isso. Conta pra mim como são as ruas, como é o cheiro e as pessoas?

Brizoca, minha amiga achou um apê aí em Boa Viagem, lá na Rua dos Navegantes. Ela vai, cheia de medo e expectativa. Tu fica amiga dela? É das melhores pessoas e tá jogando tudo pra cima pra viver o amor. É bom isso, sabe? Eu fiquei lembrando de quando eu vim morar aqui com Marcelo, eu não tinha medo, só de que acabasse e que bom que continua! A gente tá tão feliz, construindo as coisas, fazendo planos para morar numa casinha, pintar tudo colorido e eu plantar um jardim. Eu sei que demora, mas tem sido bom pensar nisso. E teu menino, e tua casa?

Tatit, tá mais perto que longe da gente ir te visitar. Só deixando passar a correria no trabalho novo, acostumando com a rotina e colocando as coisas em ordem. Eu gosto da equipe nova e do meu computador cheio de trique-trique. O ruim é que não tem nenhum lugar bacana para comer por perto, aí eu sofro no almoço sem minhas saladas e nas tardes sem um sonho de valsa. O jeito vai ser trazer de casa. Quero ver durante a TPM, vou tazer é barra de chocolate de um quilo pra ver se melhora o azedume que se apossa de mim.

Agora eu preciso ir, mas, promessa, vou escrever logo. Tava pensando aqui, vamos nos mandar postais? Ou uma fotinha de cada uma num lugar bacana da cidade que a gente goste muito, ou que vá com freqüência. Bora? Eu ia adorar!

Um beijo em cada uma.

Van